Documentário: Mestres da Literatura – Machado de Assis

Documentário sobre Machado de Assis

Documentário sobre Machado de Assis

João Cabral de Melo Neto – Mestres da Literatura, documentário

João Cabral de Melo Neto

João Cabral de Melo Neto

João Cabral de Melo Neto é de longe o maior poeta brasileiro – racional, seco, seu “artesanato furioso” é contido, limpo, tem uma “antiestética do belo”, um “escrever com pedras”, que é belíssimo.

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Guimarães Rosa – Mestres da Literatura, documentário

O documentário sobre Guimarães Rosa, Mestres da Literatura, é muito bom para quem irá fazer vestibular, pois, ele é um dos principais escritores da literatura brasileira, e porque não da língua portuguesa. Sendo um dos mais admirados intelectuais brasileiros o lugar dele aqui no portal é merecido, e este belo documentário sobre sua vida e obra, muito bem-vindo!

Obs: Se não consiguirem fazer o download é só deixar um comentário, que entrarei em contato…

João Guimarães Rosa

João Guimarães Rosa

Documentário da TV Escola sobre a vida e a obra de Guimarães Rosa. Disponível para download no site www.dominiopublico.gov.br.

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Machado de Assis no Museu da Língua Portuguesa

Machado de Assis nasceu no Rio de Janeiro do Período Regencial, então capital do Império do Brasil, no dia 21 de Junho de 1839 no Morro do Livramento. Seus pais foram Francisco José de Assis, um mulato que pintava paredes, e Maria Leopoldina da Câmara Machado, lavadeira açoriana. Todos dois moravam na casa de Dona Maria José de Mendonça Barrozo Pereira, esposa do falecido senador Bento Barroso Pereira. O Morro do Livramento era todo ocupado pela chácara da família de Maria José e já em 1818 o terreno começou a ser repartido e vendido de tão imenso que era, o que originou a rua Nova do Livramento. Maria José virou madrinha do bebê e Joaquim Alberto de Sousa da Silveira, seu cunhado, virou o padrinho, de modo que os pais da criança resolveram homenagear os dois, nomeando-no com seus respectivos nomes. Nascera junto a ele uma irmã, que morreu ainda criança, aos 4 anos, em 1845.

Joaquim (Machado de Assis) iniciou seus estudos em uma escola pública da região, mas não mostrou-se interessado por ela. Costumava também em celebrar missas, o que lhe fez conhecer o Padre Silveira Sarmento, que, segundo certos biógrafos, tornou-se seu mentor de latim e amigo.

Abaixo há uma foto do Morro do Livramento. A seta do canto direito superior mostra a casa onde Machado provavelmente nasceu e passou a infância.

Fofo da casa de Machado de Assis

Fofo da casa de Machado de Assis

Em seu folhetim Casa Velha, publicado de janeiro de 1885 a fevereiro de 1886 na revista carioca A Estação, e publicado pela primeira vez em livro em 1943 graças à Lúcia Miguel Pereira, Machado fornece descrição do que seria a casa dos senhorios e a capela da chácara do Livramento: “A casa, cujo lugar e direção não é preciso dizer, tinha entre o povo o nome de Casa Velha, e era-o realmente: datava dos fins do outro século. Era uma edificação sólida e vasta, gosto severo, nua de adornos. Eu, desde criança, conhecia-lhe a parte exterior, a grande varanda da frente, os dois portões enormes, um especial às pessoas da família e às visitas, e outro destinado ao serviço, às cargas que iam e vinham, às seges, ao gado que saía a pastar. Além dessas duas entradas, havia, do lado oposto, onde ficava a capela, um caminho que dava acesso às pessoas da vizinhança, que ali iam ouvir missa aos domingos, ou rezar a ladainha aos sábados”.

Como já citado, a região sofria forte influência da igreja católica, de modo que a vizinhança frequentava suas missas; a moradia era “uma espécie de vila ou fazenda”, onde Machado morou quando criança. Nesta época, José de Alencar tinha apenas 10 anos. Três anos antes do nascimento de Machado, Domingos José Gonçalves de Magalhães publicava o livro Suspiros Poéticos e Saudades, obra que trazia os ideais do Romantismo para a literatura do Brasil. Quando Machado tinha apenas um ano de idade, em 1840, decretava-se que D. Pedro II era maior de idade, tema que viria a tratar anos mais tarde no livro Dom Casmurro. Ao completar 10 anos, a mãe de Machado morreu, e o pai viúvo casou-se com Maria Inês da Silva em 18 de junho de 1854, que cuidaria do menino quando Francisco viesse a morrer pouco tempo depois. Segundo escrevem alguns biógrafos, a madrasta fazia doces numa escola reservada para meninas e Machado tinha aulas no mesmo prédio pela manhã, a tarde ajudava vendendo doces e à noite estudava língua francesa com um padeiro imigrante.

Filme da obra O Alienista, de Machado de Assis

Simão Bacamarte é o ator principal, médico muito respeitado em Portugal e na Espanha, decide começar a estudar psiquiatria e inicia uma pesquisa sobre a loucura e seus graus, classificando-os. Passou a morar em Itaguaí, onde Funda a Casa Verde, um hospício e abastece-o de cobaias humanas, para as suas pesquisas. Passa a internar todas as pessoas da cidade que ele julgue doidas; o vaidoso, o bajulador, a que acredita em supertição, a duvidosa, etc. Costa, homem pródigo que dissipou seus bens em empréstimos sem retorno, foi preso por mentecapto. A prima do rapaz, que intercedeu pelo sobrinho, também foi presa. O mesmo acontece com o poeta Martim Brito, adorador das metáforas, internado por que se referiu ao Marquês de Pombal como o dragão aspérrimo do Nada. Nem Dona Evarista, esposa do Alienista escapou: indecisa entre ir a uma festa com o colar de granada ou o de safira. O boticário, os inocentes aficcionados em enigmas e charadas, todos eram doidos.

No início, a vila de Itaguaí comemorou a atuação do Alienista, mas os exageros de Simão Bacamarte geraram uma revolta popular, a rebelião das canjicas, liderados pelo ambicioso barbeiro Porfírio. Este, saiu vitorioso, mas em seguida entende e concorda com a necessidade da Casa Verde e vira aliado de Simão Bacamarte. Há uma intervenção militar e os rebeldes são trancafiados no hospício e o alienista recupera seu prestígio. Entretanto, Simão Bacamarte conclui que quatro quintos da população internada eram casos a repensar. Inverte o critério de prisão psiquiátrica e recolhe a minoria: os simples, os leais, os desprendidos e os sinceros. O alienista contudo, imbuído de seu rigor científico percebe que os germes do desequilíbrio prosperam porque já estavam latentes em todos. Pensando bem, Bacamarte percebe que ele próprio é o único sadio e reto. Por isso o sábio internou-se no casarão da Casa Verde, onde morreu dezessete meses depois. Apesar do boato de que ele seria o único louco de Itaguaí, recebeu honrarias do governo depois de morto.